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Lei da Cópia Privada: Proxenetas recusam comparações

Lei da Cópia Privada: Proxenetas recusam comparações facebook.com/somostodosautores

A Lei da Cópia Privada continua a dar que falar, mas desta feita, a polémica vem de onde menos se espera. Dez proxenetas de renome, de todo o país, emitiram uma declaração conjunta à imprensa, declarando estarem fartos das comparações que têm sido feitas entre a sua actividade profissional e a actividade de "todas as organizações que desenvolvem actividades eventualmente parecidas à nossa, junto dos autores portugueses".

"Nas últimas semanas temos assistido a constantes comparações entre a nossa actividade profissional e a actividade dessas organizações que trabalham o mercado dos autores, parece que passou a ser lugar-comum as pessoas chamarem «chulos» a essas organizações", lê-se no comunicado, que continua: "Tais comparações e escolha de palavras são injustas, infundamentadas, e causam-nos desconforto."

O comunicado dá alguns exemplos que ilustram a indignação dos signatários:

"Em primeiro lugar, a nossa actividade profissional não necessita nem nunca necessitou que o Estado aprove leis com taxas ou impostos para nos financiar. Antes pelo contrário, nós até gostaríamos de legalizar o negócio, pagar impostos e fazer descontos para a Segurança Social, mas se o Estado não quer o nosso dinheiro, não podemos obrigá-lo a aceitar."

"Depois, nós não devemos dinheiro a nenhuma das nossas colaboradoras (e colaboradores). Toda a gente recebe a sua parte a tempo e horas, e por sinal até recebem uma fatia imensamente superior à que é paga aos artistas. A nossa margem é bem mais reduzida, mas chega-nos bem".

"Por fim, nunca ficámos presos aos modelos de negócio do passado. Somos, aliás, dos sectores mais inovadores da nossa economia. Os chulos portugueses foram dos primeiros da Europa a disponibilizar serviços por telefone e sms, e mais tarde, já na era da Internet, estivemos sempre na crista da onda no que toca a serviços de streaming e disponibilização de vídeos em alta definição. Por tudo isto, exigimos que haja mais respeito pelo nossa actividade profissional, e que não se chame chulo a qualquer um."

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