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Nigéria debate onde falharam as políticas de integração dos radicais e quais as liberdades civis a cortar para os controlar

Nigéria debate onde falharam as políticas de integração dos radicais e quais as liberdades civis a cortar para os controlar AK Rockefeller (CC BY-SA 2.0)

A Nigéria quer seguir o exemplo da Europa, na luta contra o radicalismo islâmico.

Assim, o país está em reflexão colectiva para tentar perceber onde é que as políticas sociais de integração podem ter falhado, e levado à situação em que o país se encontra actualmente. Será que havia subsídios suficientes? Todos se sentiam integrados? As zonas de habitação seriam suficientemente integrativas? Alguns sectores da população sentiam-se mais discriminados? O jovens estavam suficientemente ocupados? Estas são algumas das perguntas a que é preciso responder, segundo um líder local.

A guerra contra os radicais islâmicos do Boko Haram, que querem instalar um califado no Norte do país, dura já desde 2011, e a Amnistia Internacional calcula que tenham morrido mais de dez mil pessoas no conflito. Recentemente o rapto de jovens adolescentes por parte dos terroristas teve repercussão internacional, mas a situação tem vindo a degradar-se ainda mais. Na passada semana duas cidades (Baga e Doron Baga) foram arrasadas por terroristas islâmicos que atacaram indiscriminadamente civis, incluindo mulheres e crianças, e o massacre foi de tal ordem que não se conseguem sequer contabilizar as vítimas, em relatórios fidedignos.

Agora, o Governo quer tomar medidas mais sérias, e para isso olha a maneira como a Europa está a responder ao terrorismo. Mas surgem as dúvidas em quais as liberdades civis que deve cortar ao próprio povo. Será que é preciso fechar as fronteiras? Acabar com a encriptação na Internet e proibir o What's App? Vigiar todas as telecomunicações dos cidadãos? Ou talvez um Patriotic Act, à americana, que suspenda também direitos civis sem necessidade de autorização judicial e permita actos de tortura? O que parará o o Boko Haram? É difícil dizer, mas todo este leque de possibilidades certamente agrada a qualquer governante com tiques autoritários, como muitos na Europa. Se na prática resulta, é outra história, mas há que fazer alguma coisa, não é verdade?

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